Sou o vento caçando borboletas multicoloridas, sou o adeus definitivo, a certeza de solidão eterna. Sou saudade, e acima de tudo sou ausência. Sou o frescor dos lábios da namorada, a vitrola desafinada, o cheiro de mofo do sofá antigo. Sou a lágrima que cai disfarçada de chuva, o grito calado, a monotonia dos dias preguiçosos. Sou velharia, antiguidade, raridade. Contudo, apesar de parcialmente invisível, sou o que costura a vida e os sentimentos, sou o que está presente em todos os momentos e em todos os lugares.